Engº João Gonçalves
Licenciado e pós-graduado em Engenharia do
Ambiente, desempenha atualmente funções
como Responsável Técnico da Qualidade do Ar
Interior, no laboratório de ensaios Stechcomply.
Conta com experiência na coordenação de
campanhas de monitorização, análise de dados
técnicos e implementação de medidas
corretivas em conformidade com a legislação
em vigor. No início da sua carreira, foi bolseiro no
laboratório de solos da Universidade de
Trás-os-Montes e Alto Douro, onde aprofundou
conhecimentos laboratoriais e de investigação
aplicada. Tem colaborado com diversas
entidades públicas e privadas, incluindo
hospitais, organismos da administração pública,
instituições como a Santa Casa da Misericórdia
e cadeias de hotéis, assegurando a
conformidade legal e promovendo ambientes
interiores mais saudáveis, seguros e
sustentáveis.
Tópicos da Palestra
- Impacto da elevada densidade de
ocupação e ventilação deficiente - Vulnerabilidade acrescida de crianças a
poluentes como CO, PM e COVs - Exemplos reais de situações críticas e
desafios específicos nestes espaços
- Flutuações naturais nos parâmetros da QAI ao longo do tempo
- Importância de contextualizar medições pontuais com observações no local
- Diferença entre eventos pontuais e problemas estruturais
- Sazonalidade
Medidas comportamentais eficazes (ex: rotinas de ventilação)- Ações simples de manutenção e organização
- Uso de sensores acessíveis para suporte à tomada de decisão
Drº João Santos
Licenciado em Farmácia pela Escola Superior de Tecnologia de Saúde de Lisboa em 2005, tem trabalhado desde então em laboratórios acreditados pela norma ISO 17025 para a realização de ensaios em salas e zonas limpas. Desde 2007, é responsável técnico pela amostragem microbiológica em laboratórios acreditados. A sua experiência profissional abrange 20 anos de actuação na monitorização ambiental de espaços críticos, com foco na realização de ensaios à qualidade do ar e superfícies. É perito nacional nos comités ISO/TC 209WG2 “Biocontamination Control”, CEN/TC 243/WG2 “Biocontamination Control” e IPQ CT87/SC13 (Tecnologias para a saúde/ Ambientes Controlados) onde contribui para o desenvolvimento e revisão de normas ISO (International Standard Organization), EN (European Committee for Standardization) e NP (Normas Portuguesas), relacionadas com a qualidade do ar, superfícies e controlo de contaminação microbiológica em Salas Limpas, Zonas Limpas e Ambientes Limpos Controlados. Ao longo da sua carreira, mantém uma forte ligação com a investigação e as melhores práticas nos sectores de saúde e na indústria farmacêutica, no que respeita à qualidade do ar e superfícies em salas limpas e outros ambientes controlados. Mantém-se em constante atualização sobre publicações e avanços científicos no campo.
Tópicos da Palestra
- Qualidade do Ar Interior – Amostragem Microbiológica do Ar
- Conceitos gerais microbiologia
- Enquadramento Legal
- Monitorização Ambiental
- Delineamento de Amostragem Microbiológica
- Análise de Resultados-Exemplos práticos
Dra. Manuela Cano
Licenciada em Bioquímica pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (1989) e mestre em Toxicologia pela Universidade de Birmingham, Reino Unido (1991).
Iniciou a sua atividade no Departamento de Saúde Ambiental e Toxicologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge em 1994, sendo atualmente Responsável pelo Laboratório de Qualidade do Ar de Lisboa na Unidade de Ar e Saúde Ocupacional.
Responsável técnica pelos ensaios de determinação de agentes químicos e microbiológicos no âmbito da qualidade do ar interior e ensaios de exposição profissional a agentes biológicos.
Ministra formação técnica designadamente, Qualidade do Ar Interior, Exposição Profissional a Agentes Biológicos e Controlo Microbiológico do Ar e Superfícies em Contexto Hospitalar e Unidades de Prestação de Cuidados de
Saúde.
Participa desde 2011, como perita técnica na organização de 3 programas de Avaliação Externa da Qualidade. Realiza auditorias a Laboratórios acreditados na área do ar ambiente (ar ambiente laboral, ar ambiente interior).
Representa da Unidade do Ar e Saúde Ocupacional em comissões técnicas/grupos de trabalho com entidades externas nas áreas da sua competência. Elabora pareceres técnicos sobre a adequação de instalações para utilização confinada de Microrganismos Geneticamente Modificados de acordo com o disposto no Decreto-Lei 55/2015, entre outros.
Tópicos da Palestra
Principais contaminantes do ar interior em edifícios não industriais, efeitos na saúde e fontes de contaminação mais
comuns;
Requisitos legais na avaliação da qualidade do ar interior (QAI);
Tipos de avaliação da QAI, periodicidade, metodologia, limiares de proteção, condições de referência e critérios de conformidade.